Um desenvolvimento organizado de software tem como premissa uma metodologia de trabalho. Esta deve ter como base conceitos que visem a construção de um produto de software de forma eficaz. Dentro desta metodologia estão definidos os passos necessários para chegar ao produto final esperado.

Assim, quando se segue uma metodologia para o desenvolvimento de um produto de software espera-se um produto final que melhor agrade tanto aos clientes quanto ao próprio fornecedor, ou seja, a empresa de desenvolvimento.

Observando este aspecto, não faz sentido iniciar a construção de um produto de software sem ter uma metodologia de trabalho bem solidificada e que seja do conhecimento de todos os envolvidos no processo. Porém, além de uma crescente demanda por softwares de qualidade, as empresas de desenvolvimento de software sofrem cada vez mais pressão por parte dos clientes para que o produto seja entregue num curto período de tempo. Este fato pode fazer com que uma sólida metodologia de trabalho acabe por se desequilibrar.

Independentemente da metodologia de trabalho empregue para o desenvolvimento de um software, para que se obtenha um produto final com um certo nível de qualidade é imprescindível a melhoria dos processos de engenharia de software.

Com o intuito de melhor continuamente a qualidade dos produtos das empresas da região oeste do Paraná, o APLTIC Oeste/PR em parceria com a Univel e a Audare estão lançando uma pós-graduação de Engenharia de Software com ênfase em teste Software.

Interessados podem entrar em contato pelo telefone (45) 3036-3636 ou pelo link http://www.univel.br/posgraduacao.php?act=view&id=60

Autora: Andrelise Daltoé
Assessoria de Imprensa Sebrae/PR – Regional Oeste:
jornalismocascavel@savannah.com.br

Empresas de TIC do oeste paranaense participaram de um seminário sobre gestão tributária, nos dias 21 e 22 de julho; essa foi a primeira fase Programa de Qualificação da Gestão Tributária

Você sabe quanto é a carga tributária da sua empresa? O quanto isso influencia, ou deveria influenciar no custo final do seu produto? Com base nessas interrogações, o Arranjo Produtivo Local de Tecnologia, Informática e Comunicação (APL TIC) do Oeste do Paraná, apoiado pelo Sebrae/PR, realizou, nos dias 21 e 22 de julho, um seminário sobre gestão tributária. Participaram 24 empresas do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do oeste paranaense. Todas interessadas em implantar o Programa de Qualificação da Gestão Tributária (PQGT).

Segundo Ueno Mami, diretora da empresa Ueno Profit, que deu palestra nos dois dias do seminário, é importante passar esses conhecimentos iniciais para que os empresários consigam prever a gestão tributária na gestão empresarial. “Essa primeira fase é de esclarecimento sobre as questões tributárias, bem como a legislação específica para o setor. As empresas de TIC ainda têm uma dificuldade maior, por ser um mercado relativamente novo, as leis ainda não são claras.” Ela alerta que muitas vezes as empresas acabam pagando um tributo duplamente, por exemplo, ou levando uma multa por não pagar o imposto correto. “Em função da dificuldade de caracterizar o produto ou sistema que comercializa, é comum, também, nas pequenas e médias empresas, não aproveitar os benefícios oferecidos pelo governo.”

O consultor do Sebrae/PR em Cascavel,  Edson Braga da Silva, ressalta a importância do PQGT para  empresários e profissionais do segmento. “A questão tributária é um item estratégico de competitividade, que as pequenas e médias empresas precisam explorar e para isso é necessário esclarecimento.” Para Paulo Frantiozi, gerente comercial da Softpharma, de Cascavel, que participou da primeira fase, ao lado do contador de sua empresa, todo conhecimento dos dois dias traz mais segurança. “Temos muitas dificuldades no dia a dia. Não sabemos onde enquadrar nossos produtos e soluções. A lei não é clara, nem mesmo os escritórios de contabilidade estão preparados para atender empresas de TIC, mas depois a conclusão das três fases que fazem parte do Programa, esse quadro de dúvidas se transformará em certezas.” Ele comenta ainda que espera chegar ao final do ano, com mais segurança, sem correr riscos na questão tributária.

Na segunda fase, que está programada para agosto, o conteúdo será voltado para questões de economia tributária, com módulos mais práticos. “Vamos trabalhar com informações detalhadas da empresa e sua real aplicação, pensando sempre no encaminhamento mais econômico,” explica. Já a terceira fase será de implementação, com consultoria.

Autora: Andrelise Daltoé
Assessoria de Imprensa Sebrae/PR – Regional Oeste:
jornalismocascavel@savannah.com.br

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Acompanhar com agilidade às exigências do mercado de TI é o objetivo de 26 empresários que participam do curso de Information Technology Infrastructure Library – Biblioteca de Infra-estrutura de Tecnologia da Informação (ITIL), na sede do Sebrae/PR, em Cascavel. O treinamento iniciou na segunda-feira, 13 e vai até sábado, 18 de julho

Profissionais de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) que fazem parte do Arranjo Produtivo Local de Tecnologia, Informática e Comunicação (APL TIC) do Oeste do Paraná, apoiado pelo Sebrae/PR, estão participando, durante toda semana, de 13 a 18 de julho, do curso de Information Technology Infrastructure Library – Biblioteca de Infra-estrutura de Tecnologia da Informação (ITIL). Segundo o consultor do Sebrae/PR em Cascavel,  Edson Braga da Silva, o curso de ITIL ressalta uma necessidade na área de TI: acompanhar às exigências dos negócios com agilidade, inovação, redução de custos e otimização de processos. “Estas exigências, que antes focavam as áreas financeiras e de gestão, chegaram também a área de TI e com elas, mudanças rápidas, tanto em seus processos de trabalho quanto na qualificação de empresários e colaboradores”.

O objetivo do treinamento, segundo o consultor, é fazer com que as áreas de TI das empresas se tornem mais ágeis, lucrativas, e tenham como prática criar processos para auxiliar o seu dia a dia. Após completar o curso, o aluno está preparado para realizar o exame de certificação ITIL Foundations V3. O teste é composto de 40 questões de múltipla escolha, sendo necessário 65% de acerto para aprovação.

A abordagem principal do ITIL oferece uma visão geral sobre gerenciamento de serviços através de um conjunto de melhores práticas que identifica o relacionamento das diversas atividades necessárias para entrega e suporte dos serviços de TI. A dinâmica do curso prevê estudos de casos práticos, adaptados à realidade brasileira, onde são exercitados os processos de gestão de TI baseados em ITIL.

O diretor da Constel Tecnologia, Vicente Ribeiro, que em Cascavel é responsável pela execução do curso, explica que o ITIL é um treinamento de qualidade em Tecnologia da Informação e Comunicação, baseado numa biblioteca de boas práticas de gestão de serviços de TIC. “É um modelo para estudar, entender e aplicar, de acordo com a realidade de cada empresa, ou seja, ele pode ser adaptado”, diz. “O treinamento oferece uma base para que as empresas consigam melhorar, de fato, a qualidade de seus processos e consequentemente o atendimento ao cliente”.

O curso é promovido pelo APL TIC Oeste, com apoio do Sebrae/PR e da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro).

ITIL

O ITIL foi desenvolvido pelo Governo Britânico na década de 80. É um conjunto de melhores práticas de grandes empresas e o governo britânico estabeleceu padrões e um framework chamado ITIL. Todas as empresas que contribuíram para a iniciativa adotaram este conteúdo. Quando se fala em melhores práticas significa um conjunto de experiências que já foram realizadas e mostraram seus resultados positivos e negativos, fornecendo melhores parâmetros para o aprimoramento da Tecnologia da Informação.


Sebrae/PR sedia lançamento regional do Brazil-IT em Cascavel

Empresas que fazem parte do APL TIC do Oeste do Paraná, apoiado pelo Sebrae/PR,  reúnem-se nesta quinta-feira, dia 2, para saber mais sobre o Projeto de Regionalização do Brazil-IT, que fomenta as exportações de software no Paraná

O Projeto de Regionalização do Brazil-IT, que tem como objetivo principal despertar o interesse das empresas pelo mercado internacional de tecnologia e promover as soluções locais no mercado global, será lançado oficialmente nesta quinta-feira, dia 2, às 8 horas, na sede do Sebrae/PR, em Cascavel (Rua Tancredo Neves, 1.262).

O coordenador do Arranjo Produtivo Local de Tecnologia, Informática e Comunicação (APL TIC) do Oeste do Paraná, Siro Canabarro, explica que o lançamento do projeto na região representa uma grande oportunidade de crescimento no mercado externo para as 40 empresas que fazem parte da APL TIC. “Será possível visualizar questões referentes à exportação de software, bem como todo trabalho de base que é necessário para que o empresário possa iniciar negócios com países como África, Canadá, Estados Unidos, entre tantos outros.”

O Brazil-IT é um projeto de internacionalização competitiva de empresas brasileiras, produtoras de software e prestadoras de serviços e correlatos, promovido pela Softex com o apoio da Apex-Brasil.  Tem como finalidade apoiar a exportação de produtos e serviços de software, por meio da abordagem do mercado externo por segmento de negócio e vertical de atuação.

Segundo o consultor do Sebrae/PR em Cascavel,  Edson Braga da Silva, depois do lançamento do Brazil-IT, o envolvimento do empresariado da região deverá aumentar. “Apostamos no aumento de empresas interessadas em aderir ao projeto, mas ao mesmo tempo sabemos que o investimento é a longo prazo. Pensando assim, o Sebrae/PR está preparado para apoiar a empresa que queira levar o nome do Paraná para o resto do mundo, através de sua marca de software.”

Além dos empresários do APL TIC do Oeste do Paraná, o evento reunirá representantes do Sebrae/PR, Centro Internacional de Tecnologia de Software (CITS), Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), Sociedade Brasileira para Promoção da Exportação de Software (Softex), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil) e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Execução no Estado

A Apex e a Softex têm histórico de atuação conjunta. Configuram-se agora, novas oportunidades para alavancar substancialmente o setor de software em sua caminhada ao mercado internacional. A execução em âmbito estadual do Brazil-IT será desempenhada pelo Centro Internacional de Tecnologia de Software (CITS), agente coordenador do Projeto de Regionalização do Brazil-IT  apoiado financeiramente pela União Européia por meio da Agencia Brasileira para o Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Números no Paraná

Em recente pesquisa no segmento de software realizada pelo Sebrae/PR, mais de 63% das empresas do setor no Estado têm interesse em exportar. No entanto, quase 92% destas não têm receita de exportação.

O mercado de software no Brasil representava, em 2006, R$ 106 milhões mensais em pagamento de salários.

No Paraná no ano de 2006 somente na atividade de software estão localizadas 178 empresas, com mais de 1.400 funcionários registrados (626 com nível superior, representando 45% da mão de obra), movimentando mensalmente R$ 2,1 milhões em salários. A idade média das empresas no estado é de nove anos, com media de 3 sócios/proprietários e uma quantidade média de 31 funcionários por empresa.

Considerando a pesquisa, ainda em 2006, o faturamento médio das empresas do setor de software no Paraná era superior à R$ 900 mil.

Já com relação aos APLs são 4.164 ocupações entre empresários, estagiários, prestadores de serviços e consultores.

Números no Brasil

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), em 2008 o mercado brasileiro de software e serviços movimentou US$ 15 bilhões (US$ 5 bilhões em software, representando 1,68% do mercado internacional), apresentando 35% de crescimento em relação a 2007 e ocupando o 12º lugar no ranking internacional. Eram estimadas 7.937 empresas em atuação no segmento de software no Brasil no final de 2008.

Fonte:

Assessoria de Imprensa Sebrae/PR – Regional Oeste: Andrelise Daltoé
jornalismocascavel@savannah.com.br

Brazil IT

Brazil IT

Autor: Jean Paterno

foto-curso-cbtsA região é primeira fora das capitais brasileiras a ter a chance de realizar uma certificação do gênero.

Profissionais e colaboradores de empresas de tecnologia da informação da região Oeste do Paraná participaram no Sebrae de Cascavel, até o fim de semana, de uma atividade inédita. O município foi o primeiro, fora do circuito das capitais, a promover uma certificação de software. Além da redução de custos às empresas do setor, ela permite melhorar a qualidade dos profissionais, das empresas e dos produtos, bem como consolida o Oeste do Paraná como um polo nesse tipo de negócio, informa o coordenador da APLTic do Oeste, Arranjo Produtivo Local de Tecnologia, Siro Canabarro.

O programa do treinamento de culminou com a certificação foi promovida pela ST Consultory, de Curitiba, em parceria com o APLTic e Sebrae. As atividades foram coordenadoras por Raphael Jacinto. Siro informa que Cascavel recebeu a certificação em razão da grande demanda e participação por cursos e treinamentos, todos com lotação máxima, como ocorreu nos de modelagem de negócios, engenharia de vendas e de teste de software. A certificação, conforme Siro Canabarro, agrega valor às empresas e aos profissionais e melhora a qualidade dos produtos colocados no mercado. Outra certificação está agendada para junho, sobre ITIL, que é uma biblioteca de boas práticas nos serviços de tecnologia da informação (TI), desenvolvida no final dos anos 80 pela CCTA (Central Computer and Telecommunications Agency) e atualmente sob custódia da OGC (Office for Government Commerce) da Inglaterra. A ITIL busca promover a gestão com foco no cliente e na qualidade dos serviços de tecnologia da informação.

O APLTic do Oeste é a quinta estrutura do gênero em atividade no Paraná – atualmente são seis no Estado. Ele conta com a participação de 40 empresas de cinco cidades do Oeste (Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Toledo, Foz do Iguaçu e Cascavel). O setor envolve aproximadamente 800 profissionais, que atuam em empresas responsáveis pela fabricação de softwares, hardwares e comunicação.

Um ano

O APLTic do Oeste comemorou ontem seu primeiro ano de atividades. E as conquistas já são inúmeras, como o terceiro lugar nacional no Prêmio Empreender 2008, a realização de capacitações nas principais áreas da tecnologia da informação, testes de software e a realização de missões técnicas, como aconteceu recentemente em viagem a quatro países da África. O gestor do APLTic Oeste pelo Sebrae, Edson Braga da Silva, informa que a estrutura montada na região já é uma referência em resultados e em qualidade.

“O envolvimento é determinante para isso e a qualidade dos serviços e ações demonstram-se também pela procura do APLTic do Oeste do Paraná por empresas, órgãos e entidades de várias partes do Estado”, segundo Edson. A região também participa de uma rede de APL´s formada no Paraná. Ela se reúne a cada 60 dias para debater estratégias para o fortalecimento do setor, com ganhos às empresas e também ao consumidor desse tipo de tecnologia.

Autora: Kelly Zeni

A história da captação de recursos no Brasil ainda é muito recente e tornou-se moda nos últimos anos, principalmente junto às entidades sem fins lucrativos dedicadas às atividades de responsabilidade social. Dentro do universo empresarial, porém, a atividade ainda é pouco conhecida – as organizações não a adotam como prática e poucos sabem das possibilidades que estão ao alcance de suas mãos. Ao contrário: a maioria acredita que é difícil demais alavancar recursos financeiros fora dos modelos de empréstimos tradicionais feitos pelas entidades bancárias que trazem a reboque, quase sempre, taxas de juros desencorajadoras. É bem verdade que a grande maioria dos recursos subsidiados não permite uma flexibilidade tão grande quanto estes empréstimos. Isso, porém, não invalida a sua utilidade, pois são modalidades complementares e não concorrentes tendo em vista as finalidades as quais se destinam.

A primeira tentativa de captação de uma empresa, em geral, é feita de forma doméstica e voluntária, de acordo com o tempo disponibilizado por algum colaborador. Este modelo de trabalho reflete o perfil da atividade no Brasil, que ainda possui fortes tons de amadorismo. No entanto, quando a empresa adota linhas estratégicas baseadas em inovação como forma de sustentar sua vantagem competitiva, captar recursos torna-se uma necessidade. Principalmente, porque se trata de uma forma de inovar (e, portanto, não perder posições no mercado) reduzindo significativamente os riscos inerentes a este tipo de iniciativa.

Captação de recursos é um termo utilizado para descrever o leque de tarefas realizadas pelas empresas, em conjunto ou não com parceiros, buscando financiar atividades que as permitam aumentar sua competitividade e promover o desenvolvimento sócio-econômico da região ou país em que estão inseridas. Estas tarefas começam por uma análise eficiente, ou seja, uma avaliação do que se que quer financiar e com que finalidade, para que depois se parta para uma segunda etapa, a de planejamento e mapeamento de demandas.

Além da inovação, um outro bom motivo para se captar recursos é o fato de que eles estão disponíveis. A avaliação das possibilidades de captação feita conjuntamente com o planejamento estratégico e o orçamento da empresa ao início de cada ano, permite que se direcione melhor os recursos disponíveis, subsidiando ações que tenham potencial para serem executadas com recursos externos.

Para isso, as organizações devem dedicar-se às atividades de captação de recursos de forma contínua, dando atenção a cada um dos principais itens como parte de um ciclo planejado. Isso significa encará-las como um processo e não como um evento.

A captação é o meio de não o fim. E assim como as TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação), permeia todos os segmentos econômicos apesar de não ser sua atividade fim. No entanto, sabe-se que uma empresa informatizada costuma ser mais facilmente gerenciada. Da mesma forma, uma empresa que adota a captação de recursos como um processo contínuo, aumenta sua competitividade de forma sistêmica e alivia a pressão sobre o capital próprio.


A Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro) lança na próxima quarta-feira (15), em Cascavel, sua regional no Oeste do Paraná. A entidade busca integrar e representar as empresas de Tecnologia da Informação, promovendo o conhecimento e desenvolvimento da comunidade empresarial como alternativa para consolidar e aumentar a competitividade do setor.

A instalação de Subseção de Cascavel é resultado do reconhecimento do potencial da região Oeste do Paraná no desenvolvimento de produtos e serviços de TIC. A solenidade está programada para às 20h na Sala Paraná da Associação Comercial e Industrial (Acic). A regional será representada pelos empresários Cezar Bernardon e Roberto Fantin, das empresas Datacoper Software e Rhede  Sistemas. Mais informações no site www.assespropr.org.br

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Com o apoio do APLTIC o professor Nikolai Dimitri Albuquerque ministrou uma palestra na noite de quarta-feira, no auditório da Univel, com o tema Gerenciando projetos de forma ágil com o Scrum. A palestra foi destinada aos acadêmicos do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS), diretores, gerentes, líderes de equipe, profissionais envolvidos no contexto de projetos e desenvolvedores de softwares. De acordo com Nikolai, a ferramenta Scrum pode ser utilizada em organizações de pequeno, médio e grande porte. “Gigantes com Yahoo, Microsoft e Google vêm obtendo excelentes resultados com o uso do Scrum”, afirma o professor.
Na palestra, Nikolai apresentou os fundamentos de gerenciamento ágil de projetos e os benefícios para a equipe de trabalho como comprometimento, motivação, colaboração, integração e compartilhamento do conhecimento, fatores essenciais para o gerenciamento e sucesso de projetos. “A base do Scrum é ser simples. O gerenciamento ágil tem o foco nas pessoas. Os indivíduos são mais importantes que os processos e as ferramentas. A forma de gerir pessoas é fundamental para o bom andamento dos processos”, comenta o professor. Outra vantagem do Scrum é que permite ao cliente experimentar o produto contratado durante a fase de desenvolvimento, em pequenos intervalos de tempo. “O Scrum tem agilidade de responder as mudanças. Isso evita o retrabalho. A ferramenta viabiliza a troca de experiências entre os membros de uma equipe. Uma das premissas da ferramenta Scrum é o curto ciclo de avaliação das atividades. “As reuniões diárias são de 15 minutos e realizadas em intervalos de 24 horas.  São base para avaliar o que foi desenvolvido desde a última reunião, o que será desenvolvido até a próxima reunião e quais obstáculos o colaborador está enfrentando. Dessa forma, o Scrum permite visualizar o desempenho do projeto praticamente em tempo real”, explica.
Nikolai Dimitri Albuquerque é doutorando em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina. Colaborou em projetos de empresas de pequeno, médio e grande porte por meio de consultoria em gerenciamento de projetos, metodologia de desenvolvimento de software. É professor e coordenador do curso de pós-graduação em Gerenciamento de Projetos em TI na Faculdade Estácio de Sá.

Autor: Jean Paterno

Uma comitiva formada por 98 empresários brasileiros, desses três de Cascavel, viajaram por quatro países do Norte da África em janeiro em uma missão que busca aproximar empreendedores e estimular novas parcerias no campo empresarial. Organizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em conjunto com embaixadas e órgãos ligados ao comércio internacional, a viagem apresentou um universo de possibilidades que poucos empresários brasileiros sabem que existe.

“O que vimos foi quatro países em intensa construção e que têm tudo para se transformar em novas Dubais”, define Vicente Ribeiro, que fez um relato da expedição quinta à noite durante encontro empresarial da Acic. O roteiro incluiu contatos com lideranças dos setores político e produtivo de cidades da Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos, nações que lideram uma das mais eufóricas ondas de crescimento da história do continente africano. A comitiva brasileira foi formada por empresários de ramos como calçados, energia, tecnologia da informação, telecomunicações e agroalimentar.

As rodadas de negócios permitiram que os integrantes da missão apresentassem produtos e informações sobre suas empresas. A troca de conhecimentos é o primeiro passo para estabelecer parcerias e há interesse mútuo em ampliar mercados, segundo Vicente. Os empresários de Cascavel integrados à comitiva são de empresas ligadas ao APLTic, um arranjo produtivo local criado para integrar e fortalecer a cadeia da tecnologia da informação na região Oeste do Paraná. “O que pudemos ver é surpreendente e futuras parcerias são absolutamente prováveis”, de acordo com Adriano Smaniotto.

O desafio agora é, por meio do APLTic e outros parceiros, definir as melhores estratégias para consolidar negócios com empresários dos países do Norte da África. Talvez poder contar com uma estrutura fixa em uma cidade importante venha a ser a primeira providência, conforme Vicente. O empresário César Bernardon prospecta conexões vantajosas entre vários setores produtivos dessas nações com o Brasil. Um aspecto reafirma essa condição, segundo ele: Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos são grandes produtores e exportadores de petróleo, no entanto importam praticamente todo o resto.

A China, economia que apesar da crise é a que mais avança no mundo, e países da Europa há anos perceberam o potencial do norte africano. O Brasil desperta para essa possibilidade somente agora, mas ainda há perspectivas econômicas em vários campos graças à competitividade do produto nacional e da criatividade empreendedora das empresas. Além do Ministério do Desenvolvimento e das embaixadas, a viagem técnica contou com o envolvimento também da Apex e da Softex.