Autora: Andrelise Daltoé
Assessoria de Imprensa Sebrae/PR – Regional Oeste:
jornalismocascavel@savannah.com.br
Empresas de TIC do oeste paranaense participaram de um seminário sobre gestão tributária, nos dias 21 e 22 de julho; essa foi a primeira fase Programa de Qualificação da Gestão Tributária
Você sabe quanto é a carga tributária da sua empresa? O quanto isso influencia, ou deveria influenciar no custo final do seu produto? Com base nessas interrogações, o Arranjo Produtivo Local de Tecnologia, Informática e Comunicação (APL TIC) do Oeste do Paraná, apoiado pelo Sebrae/PR, realizou, nos dias 21 e 22 de julho, um seminário sobre gestão tributária. Participaram 24 empresas do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do oeste paranaense. Todas interessadas em implantar o Programa de Qualificação da Gestão Tributária (PQGT).
Segundo Ueno Mami, diretora da empresa Ueno Profit, que deu palestra nos dois dias do seminário, é importante passar esses conhecimentos iniciais para que os empresários consigam prever a gestão tributária na gestão empresarial. “Essa primeira fase é de esclarecimento sobre as questões tributárias, bem como a legislação específica para o setor. As empresas de TIC ainda têm uma dificuldade maior, por ser um mercado relativamente novo, as leis ainda não são claras.” Ela alerta que muitas vezes as empresas acabam pagando um tributo duplamente, por exemplo, ou levando uma multa por não pagar o imposto correto. “Em função da dificuldade de caracterizar o produto ou sistema que comercializa, é comum, também, nas pequenas e médias empresas, não aproveitar os benefícios oferecidos pelo governo.”
O consultor do Sebrae/PR em Cascavel, Edson Braga da Silva, ressalta a importância do PQGT para empresários e profissionais do segmento. “A questão tributária é um item estratégico de competitividade, que as pequenas e médias empresas precisam explorar e para isso é necessário esclarecimento.” Para Paulo Frantiozi, gerente comercial da Softpharma, de Cascavel, que participou da primeira fase, ao lado do contador de sua empresa, todo conhecimento dos dois dias traz mais segurança. “Temos muitas dificuldades no dia a dia. Não sabemos onde enquadrar nossos produtos e soluções. A lei não é clara, nem mesmo os escritórios de contabilidade estão preparados para atender empresas de TIC, mas depois a conclusão das três fases que fazem parte do Programa, esse quadro de dúvidas se transformará em certezas.” Ele comenta ainda que espera chegar ao final do ano, com mais segurança, sem correr riscos na questão tributária.
Na segunda fase, que está programada para agosto, o conteúdo será voltado para questões de economia tributária, com módulos mais práticos. “Vamos trabalhar com informações detalhadas da empresa e sua real aplicação, pensando sempre no encaminhamento mais econômico,” explica. Já a terceira fase será de implementação, com consultoria.
