Autora: Kelly Zeni

A história da captação de recursos no Brasil ainda é muito recente e tornou-se moda nos últimos anos, principalmente junto às entidades sem fins lucrativos dedicadas às atividades de responsabilidade social. Dentro do universo empresarial, porém, a atividade ainda é pouco conhecida – as organizações não a adotam como prática e poucos sabem das possibilidades que estão ao alcance de suas mãos. Ao contrário: a maioria acredita que é difícil demais alavancar recursos financeiros fora dos modelos de empréstimos tradicionais feitos pelas entidades bancárias que trazem a reboque, quase sempre, taxas de juros desencorajadoras. É bem verdade que a grande maioria dos recursos subsidiados não permite uma flexibilidade tão grande quanto estes empréstimos. Isso, porém, não invalida a sua utilidade, pois são modalidades complementares e não concorrentes tendo em vista as finalidades as quais se destinam.

A primeira tentativa de captação de uma empresa, em geral, é feita de forma doméstica e voluntária, de acordo com o tempo disponibilizado por algum colaborador. Este modelo de trabalho reflete o perfil da atividade no Brasil, que ainda possui fortes tons de amadorismo. No entanto, quando a empresa adota linhas estratégicas baseadas em inovação como forma de sustentar sua vantagem competitiva, captar recursos torna-se uma necessidade. Principalmente, porque se trata de uma forma de inovar (e, portanto, não perder posições no mercado) reduzindo significativamente os riscos inerentes a este tipo de iniciativa.

Captação de recursos é um termo utilizado para descrever o leque de tarefas realizadas pelas empresas, em conjunto ou não com parceiros, buscando financiar atividades que as permitam aumentar sua competitividade e promover o desenvolvimento sócio-econômico da região ou país em que estão inseridas. Estas tarefas começam por uma análise eficiente, ou seja, uma avaliação do que se que quer financiar e com que finalidade, para que depois se parta para uma segunda etapa, a de planejamento e mapeamento de demandas.

Além da inovação, um outro bom motivo para se captar recursos é o fato de que eles estão disponíveis. A avaliação das possibilidades de captação feita conjuntamente com o planejamento estratégico e o orçamento da empresa ao início de cada ano, permite que se direcione melhor os recursos disponíveis, subsidiando ações que tenham potencial para serem executadas com recursos externos.

Para isso, as organizações devem dedicar-se às atividades de captação de recursos de forma contínua, dando atenção a cada um dos principais itens como parte de um ciclo planejado. Isso significa encará-las como um processo e não como um evento.

A captação é o meio de não o fim. E assim como as TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação), permeia todos os segmentos econômicos apesar de não ser sua atividade fim. No entanto, sabe-se que uma empresa informatizada costuma ser mais facilmente gerenciada. Da mesma forma, uma empresa que adota a captação de recursos como um processo contínuo, aumenta sua competitividade de forma sistêmica e alivia a pressão sobre o capital próprio.


A Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro) lança na próxima quarta-feira (15), em Cascavel, sua regional no Oeste do Paraná. A entidade busca integrar e representar as empresas de Tecnologia da Informação, promovendo o conhecimento e desenvolvimento da comunidade empresarial como alternativa para consolidar e aumentar a competitividade do setor.

A instalação de Subseção de Cascavel é resultado do reconhecimento do potencial da região Oeste do Paraná no desenvolvimento de produtos e serviços de TIC. A solenidade está programada para às 20h na Sala Paraná da Associação Comercial e Industrial (Acic). A regional será representada pelos empresários Cezar Bernardon e Roberto Fantin, das empresas Datacoper Software e Rhede  Sistemas. Mais informações no site www.assespropr.org.br