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Com o apoio do APLTIC o professor Nikolai Dimitri Albuquerque ministrou uma palestra na noite de quarta-feira, no auditório da Univel, com o tema Gerenciando projetos de forma ágil com o Scrum. A palestra foi destinada aos acadêmicos do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS), diretores, gerentes, líderes de equipe, profissionais envolvidos no contexto de projetos e desenvolvedores de softwares. De acordo com Nikolai, a ferramenta Scrum pode ser utilizada em organizações de pequeno, médio e grande porte. “Gigantes com Yahoo, Microsoft e Google vêm obtendo excelentes resultados com o uso do Scrum”, afirma o professor.
Na palestra, Nikolai apresentou os fundamentos de gerenciamento ágil de projetos e os benefícios para a equipe de trabalho como comprometimento, motivação, colaboração, integração e compartilhamento do conhecimento, fatores essenciais para o gerenciamento e sucesso de projetos. “A base do Scrum é ser simples. O gerenciamento ágil tem o foco nas pessoas. Os indivíduos são mais importantes que os processos e as ferramentas. A forma de gerir pessoas é fundamental para o bom andamento dos processos”, comenta o professor. Outra vantagem do Scrum é que permite ao cliente experimentar o produto contratado durante a fase de desenvolvimento, em pequenos intervalos de tempo. “O Scrum tem agilidade de responder as mudanças. Isso evita o retrabalho. A ferramenta viabiliza a troca de experiências entre os membros de uma equipe. Uma das premissas da ferramenta Scrum é o curto ciclo de avaliação das atividades. “As reuniões diárias são de 15 minutos e realizadas em intervalos de 24 horas.  São base para avaliar o que foi desenvolvido desde a última reunião, o que será desenvolvido até a próxima reunião e quais obstáculos o colaborador está enfrentando. Dessa forma, o Scrum permite visualizar o desempenho do projeto praticamente em tempo real”, explica.
Nikolai Dimitri Albuquerque é doutorando em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina. Colaborou em projetos de empresas de pequeno, médio e grande porte por meio de consultoria em gerenciamento de projetos, metodologia de desenvolvimento de software. É professor e coordenador do curso de pós-graduação em Gerenciamento de Projetos em TI na Faculdade Estácio de Sá.

Autor: Jean Paterno

Uma comitiva formada por 98 empresários brasileiros, desses três de Cascavel, viajaram por quatro países do Norte da África em janeiro em uma missão que busca aproximar empreendedores e estimular novas parcerias no campo empresarial. Organizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em conjunto com embaixadas e órgãos ligados ao comércio internacional, a viagem apresentou um universo de possibilidades que poucos empresários brasileiros sabem que existe.

“O que vimos foi quatro países em intensa construção e que têm tudo para se transformar em novas Dubais”, define Vicente Ribeiro, que fez um relato da expedição quinta à noite durante encontro empresarial da Acic. O roteiro incluiu contatos com lideranças dos setores político e produtivo de cidades da Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos, nações que lideram uma das mais eufóricas ondas de crescimento da história do continente africano. A comitiva brasileira foi formada por empresários de ramos como calçados, energia, tecnologia da informação, telecomunicações e agroalimentar.

As rodadas de negócios permitiram que os integrantes da missão apresentassem produtos e informações sobre suas empresas. A troca de conhecimentos é o primeiro passo para estabelecer parcerias e há interesse mútuo em ampliar mercados, segundo Vicente. Os empresários de Cascavel integrados à comitiva são de empresas ligadas ao APLTic, um arranjo produtivo local criado para integrar e fortalecer a cadeia da tecnologia da informação na região Oeste do Paraná. “O que pudemos ver é surpreendente e futuras parcerias são absolutamente prováveis”, de acordo com Adriano Smaniotto.

O desafio agora é, por meio do APLTic e outros parceiros, definir as melhores estratégias para consolidar negócios com empresários dos países do Norte da África. Talvez poder contar com uma estrutura fixa em uma cidade importante venha a ser a primeira providência, conforme Vicente. O empresário César Bernardon prospecta conexões vantajosas entre vários setores produtivos dessas nações com o Brasil. Um aspecto reafirma essa condição, segundo ele: Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos são grandes produtores e exportadores de petróleo, no entanto importam praticamente todo o resto.

A China, economia que apesar da crise é a que mais avança no mundo, e países da Europa há anos perceberam o potencial do norte africano. O Brasil desperta para essa possibilidade somente agora, mas ainda há perspectivas econômicas em vários campos graças à competitividade do produto nacional e da criatividade empreendedora das empresas. Além do Ministério do Desenvolvimento e das embaixadas, a viagem técnica contou com o envolvimento também da Apex e da Softex.